As damas da noite passarão..
Ela não passará!
Teus passos quase lentos, imóveis
Guiarão-te para o firmamento.
As damas beberão vinho quente...
E comerão do pão amanhecido,
Junto ao caos.
Ela lubrifica o coração de adônis,
Louca e desengonçada,
Concisa porém, vaga
Sempre com um sorriso esclarecido.
As damas da noite dançarão...
No salão dos nobres e abastados,
Na taberna ardente - robustos homens
Quase sempre embriagados...
Homens de bem com a vida.
Mulheres desejadas e queridas...
Ela não!
Ela mora em cada coração,
Mas nenhum coração é sua morada...
As damas da noite dormem...
No aconchego dos lares alheios,
Na casa do Comendador.
ela não tem sono,
Acorda em soluços, trêmula...
Derramando em lágrimas a sede,
Sede de um novo amanhecer
Co'a saliva de um beijo apaixonado.
as damas da noite a invejam...
Invejam teu alvo silêncio,
Teus cálidos olhos castanhos,
Teus seios infantis, despontando....
As damas da noite planejam...
Tirar-lhe a vida tão bela,
Tão pura, serena, singela...
Ela, um buquê de rosas,
Elas, ervas daninhas...
Que envolvem o caule da flor.
As damas da noite atiram...
Sobre o teu peito formoso
Banhando de sangue teu seio
Teu sono, enfim almejado
Por vagas canções ânsiado
Abre-se em devaneio.
Lembrando na hora da morte:
Da vida difícil e amarga
Dos prantos doridos e insanos
Derramados em noites de outrora,
E a cada aurora...
As damas da noite ficaram...
E ela partiu para o novo
Seguiu para o firmamento
Rascunhou nas estrelas teu nome,
Desenhou teu semblante no espaço,
e nas nuvens teu beijo!
As damas da noite a viram...
Na noite, luzindo ao luar
Avistaram o carrossel de estrelas,
A doce e meiga dançando,
No som mavioso do altar...
altar divino e celeste,
Compondo a mesa e o lar.
As damas da noite choraram...
Remorso, quem sabe... dor,
Só sei que a amada sorrí
Pois o riso agora é o seu forte,
Agora abstem-se da morte,
E ri!
Felicidade que nunca alcançou
Agora conquistou!
Odilon de Oliveira
(09/01/1995)
O OCASO DA ESTRELA DAMA
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Odilon de Oliveira
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
15:22
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ELA PARTIU
Tudo tornou-se tão negro quando ela partiu...
A chuva suntuosa,
Molhando as lágrimas interrompidas
Pela escuridão de minha alma...
O ruído da noite taciturna,
Tudo era horrível e macabro.
Ainda lembro-me como se fosse ontem
Teus lábios proferindo frases lindas...
Vivíamos um sonho encantado.
E agora? esta solidão,
Que deságua no meu peito
E jorra as lágrimas do meu coração...
Que fazer?
As flores murcharam,
O sol escureceu,
O cordão umbilical que nos unia soltou-se
E tudo tornou-se morte!
A morte viva da vida
Ela partiu...
Tudo tornou-se tão negro quando ela partiu...
Ela partiu...
Odilon de Oliveira
Dedicado à maninha Josy
(26/11/1996)
A chuva suntuosa,
Molhando as lágrimas interrompidas
Pela escuridão de minha alma...
O ruído da noite taciturna,
Tudo era horrível e macabro.
Ainda lembro-me como se fosse ontem
Teus lábios proferindo frases lindas...
Vivíamos um sonho encantado.
E agora? esta solidão,
Que deságua no meu peito
E jorra as lágrimas do meu coração...
Que fazer?
As flores murcharam,
O sol escureceu,
O cordão umbilical que nos unia soltou-se
E tudo tornou-se morte!
A morte viva da vida
Ela partiu...
Tudo tornou-se tão negro quando ela partiu...
Ela partiu...
Odilon de Oliveira
Dedicado à maninha Josy
(26/11/1996)
O HOMEM NA CRUZ
Digo e maldigo: desgraçei-me em prantos!
Pereceu ante os olhos, as fartas fadigas
A cruz em meu dorso mitigou os encantos
Se foram belezas, heranças e vidas.
Os braços quebraram - os ossos quebraram,
E o vulto sorrindo: "seus braços cansaram".
Digo e maldigo: ubíquo da alma
Que'u desça da cruz e acalente os poemas
e a fronte do homem em plausíveis salvas
Colore co'a vergonha da ânsia à blsfêmia.
Os olhos regaram e se fecharam,
E o vulto aplaudiu: "seus olhos furaram".
Digo e maldigo: um homem não chora!
Suporta as dores com famas e glórias
Tem o mundo inimigo - não vê a aurora
É angustiado e triste - não tem jus ou vitórias.
Os pés debilitaram e se mumificaram,
E o vulto proferiu: "seus pés caminharam".
Digo e maldigo: que morram dementes"
Aqueles sagazes que nos aprisionam
reles, malquistos, poltrões e imprudentes
Defamam o sentido e sentem que enganam.
Os ouvidos taparam e não escutaram
E o vulto ouviu: "Seur ouvidos ensurdaram"!
Odilon de Oliveira
Pereceu ante os olhos, as fartas fadigas
A cruz em meu dorso mitigou os encantos
Se foram belezas, heranças e vidas.
Os braços quebraram - os ossos quebraram,
E o vulto sorrindo: "seus braços cansaram".
Digo e maldigo: ubíquo da alma
Que'u desça da cruz e acalente os poemas
e a fronte do homem em plausíveis salvas
Colore co'a vergonha da ânsia à blsfêmia.
Os olhos regaram e se fecharam,
E o vulto aplaudiu: "seus olhos furaram".
Digo e maldigo: um homem não chora!
Suporta as dores com famas e glórias
Tem o mundo inimigo - não vê a aurora
É angustiado e triste - não tem jus ou vitórias.
Os pés debilitaram e se mumificaram,
E o vulto proferiu: "seus pés caminharam".
Digo e maldigo: que morram dementes"
Aqueles sagazes que nos aprisionam
reles, malquistos, poltrões e imprudentes
Defamam o sentido e sentem que enganam.
Os ouvidos taparam e não escutaram
E o vulto ouviu: "Seur ouvidos ensurdaram"!
Odilon de Oliveira
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
12:20
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CANÇÃO DAS IMPUREZAS NOTURNAS
Lúgubre noite que condena-me,
Sob esta escuridão intercalada
O feitiço das impurezas
Lava meu sangue purificado
Meu espírito cheio de cólera
Ainda exulta essa renitência
De malditos demônios do pecado!
Sei que pago o preço...
Devo?
Não! Eu não pedi um céu estrelado,
Eu não pedi uma lua singela,
Eu não pedi um silêncio vivo,
Eu só pedi um pedaço de refúgio
Para que eu pudesse esconder meus olhos amarelos
enjaulados nas lágrimas do sofrimento
Pois, tudo nesta hora causa enfado
Rostos, sons, gritos de desespero,
Um alívio de felicidade....ah!!!
Como eu queria aliviar-me
E esconder-me num matagal longínquo
No berço das gerações dos animais.
Essas armas apontadas em meu nariz
Uma criança amedrontando-me
Um uivo sinistro e assustador
Ébrios sob meus pés
"Reis" sobre minha fronte
A cada passo raso um cenário profundo
Onde as bestas do fim do mundo
Gracejam nossas crianças.
Ah! como eu queira ser uma criança,
E esconder-me num matagal longínquo
No berço das gerações dos animais...
Odilon de Oliveira
(05/01/1995)
Sob esta escuridão intercalada
O feitiço das impurezas
Lava meu sangue purificado
Meu espírito cheio de cólera
Ainda exulta essa renitência
De malditos demônios do pecado!
Sei que pago o preço...
Devo?
Não! Eu não pedi um céu estrelado,
Eu não pedi uma lua singela,
Eu não pedi um silêncio vivo,
Eu só pedi um pedaço de refúgio
Para que eu pudesse esconder meus olhos amarelos
enjaulados nas lágrimas do sofrimento
Pois, tudo nesta hora causa enfado
Rostos, sons, gritos de desespero,
Um alívio de felicidade....ah!!!
Como eu queria aliviar-me
E esconder-me num matagal longínquo
No berço das gerações dos animais.
Essas armas apontadas em meu nariz
Uma criança amedrontando-me
Um uivo sinistro e assustador
Ébrios sob meus pés
"Reis" sobre minha fronte
A cada passo raso um cenário profundo
Onde as bestas do fim do mundo
Gracejam nossas crianças.
Ah! como eu queira ser uma criança,
E esconder-me num matagal longínquo
No berço das gerações dos animais...
Odilon de Oliveira
(05/01/1995)
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Odilon de Oliveira
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sábado, 19 de setembro de 2009
12:59
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UM CERTO CORAÇÃO
Um certo coração me ronda
Vagueia no céu supremo
E como gotas de orvalho
Abstém-se do meu eu sereno
Lava a ferrugem, draga
O meu coração enfermo.
Sana as minhas feridas
Bate na minha fronte
Rasga o meu peito e grita
Rejuvenesce a fonte
Água da cristalina
Desce feliz do monte.
Um coração me cerca
Livre e impaciente
Góza do meu passado
E vive eternamente
Enlaça o porvir dorido
E segue sempre em frente
Um coração suspira
O meu silêncio inferior
Beija a minha testa
E dá-me o teu amor
Reina como o sol
No universo da dor.
Sou solidão, somente
Padeço só no deserto
Meu coração é pó
E não tem água por perto
Sofro, também não vivo
Não morro, mas não alerto.
Adeus... óh! coração,
rondais outro amor
Findarei minha agonia
No ápice da minha dor
Adeus... óh! solidão,
Adeus..., púdico amor.
Odilon de Oliveira
(27/06/1997)
Vagueia no céu supremo
E como gotas de orvalho
Abstém-se do meu eu sereno
Lava a ferrugem, draga
O meu coração enfermo.
Sana as minhas feridas
Bate na minha fronte
Rasga o meu peito e grita
Rejuvenesce a fonte
Água da cristalina
Desce feliz do monte.
Um coração me cerca
Livre e impaciente
Góza do meu passado
E vive eternamente
Enlaça o porvir dorido
E segue sempre em frente
Um coração suspira
O meu silêncio inferior
Beija a minha testa
E dá-me o teu amor
Reina como o sol
No universo da dor.
Sou solidão, somente
Padeço só no deserto
Meu coração é pó
E não tem água por perto
Sofro, também não vivo
Não morro, mas não alerto.
Adeus... óh! coração,
rondais outro amor
Findarei minha agonia
No ápice da minha dor
Adeus... óh! solidão,
Adeus..., púdico amor.
Odilon de Oliveira
(27/06/1997)
ETERNAMENTE
Minha cama é meu caixão
Onde repouso tranquilamente
Quando deito-me, vagueio
Nas nuvens do inconsciente
E chego no céu muito tímido
Com um simples olhar inocente
Peço a Deus que perdoe-me
Por não ter vivido alegremente
Nos momentos de grande dor
Onde fui mero demente.
Recusando a flor das trevas
Em troca d'outro presente:
De Deus, Vósso amor
Até hoje eu tenho em mente
Minha cama é meu leito
E meu sono... eternamente.
Odilon de Oliveira
(24/09/1995)
Onde repouso tranquilamente
Quando deito-me, vagueio
Nas nuvens do inconsciente
E chego no céu muito tímido
Com um simples olhar inocente
Peço a Deus que perdoe-me
Por não ter vivido alegremente
Nos momentos de grande dor
Onde fui mero demente.
Recusando a flor das trevas
Em troca d'outro presente:
De Deus, Vósso amor
Até hoje eu tenho em mente
Minha cama é meu leito
E meu sono... eternamente.
Odilon de Oliveira
(24/09/1995)
E JÁ A AMAVA...
Nem a conheci
E já a amava...
Suspirava,
Como um amante
Qual um gigante
Que com as pétalas brincava
Eu já a amava...
Nem a conheci
E me esqueci,
Que meu coração,
É um canhão
Que luta com afinco
Até a morte,
Que sorte,
Tudo o que um dia eu sonhava
A primeira namorada
Nem a conheci e já a amava...
E assim vem a madruaga
Saio à noite,
O vento forte agora é o açoite
Bate meus lábios,
Traz-me a brandura de teus beijos
Num desejo,
Tudo o que um coração sonhava,
Um sonho bom,
Nem a conheci e já a amava...
E assim levo a esperança
Um criança,
Encantada,
A passear no bosque
Sutilmente,
Colhendo as flores docemente
Cantando um hino,
Um menino,
Passo meus momentos recordando
Seu olhar sorrindo que brilhava
"Estou sonhando..."
Nem a conheci e já a amava...
Odilon de Oliveira
(23/01/1996)
(dedicado à Fabrícia - Itaguaí-RJ)
E já a amava...
Suspirava,
Como um amante
Qual um gigante
Que com as pétalas brincava
Eu já a amava...
Nem a conheci
E me esqueci,
Que meu coração,
É um canhão
Que luta com afinco
Até a morte,
Que sorte,
Tudo o que um dia eu sonhava
A primeira namorada
Nem a conheci e já a amava...
E assim vem a madruaga
Saio à noite,
O vento forte agora é o açoite
Bate meus lábios,
Traz-me a brandura de teus beijos
Num desejo,
Tudo o que um coração sonhava,
Um sonho bom,
Nem a conheci e já a amava...
E assim levo a esperança
Um criança,
Encantada,
A passear no bosque
Sutilmente,
Colhendo as flores docemente
Cantando um hino,
Um menino,
Passo meus momentos recordando
Seu olhar sorrindo que brilhava
"Estou sonhando..."
Nem a conheci e já a amava...
Odilon de Oliveira
(23/01/1996)
(dedicado à Fabrícia - Itaguaí-RJ)
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