CANÇÃO DE NINGUÉM
Da intimidade co'as flores
Aprendi a ser belo e forte
E com a nudez de teus olhos
Despi-me da desgraça e da morte.
- Simples como um espelho,
Cujo vulto me assemelho.
Que'u seria infeliz eu já sabia
Porque tudo amei e nada conquistei
Mas os meus passos foram rastrejados
E tudo que possuia ao mundo ofertei.
- Perdi o doce da sabedoria,
Para adquirir a fúnebre melancolia.
Óh! Caos, óh! filhos do abismo
Mundo desgraçado que minha vida ostenta
Estou desesperado em vago precipício
Esperando desabar do céu outra tormenta.
- E todos os meus sonhos boiarão,
Na tristeza do meu coração.
E assim beijo a noite, beijo a madruagada
Que passa lentamente sobre a minha sina
Sorrio para a lua, choro co'as estrelas
Que brilha em meus olhos os olhos de uma menina.
- É a luz que canta bem,
Uma canção para ninguém...
Odilon de Oliveira
(02/12/1995)
Da intimidade co'as flores
Aprendi a ser belo e forte
E com a nudez de teus olhos
Despi-me da desgraça e da morte.
- Simples como um espelho,
Cujo vulto me assemelho.
Que'u seria infeliz eu já sabia
Porque tudo amei e nada conquistei
Mas os meus passos foram rastrejados
E tudo que possuia ao mundo ofertei.
- Perdi o doce da sabedoria,
Para adquirir a fúnebre melancolia.
Óh! Caos, óh! filhos do abismo
Mundo desgraçado que minha vida ostenta
Estou desesperado em vago precipício
Esperando desabar do céu outra tormenta.
- E todos os meus sonhos boiarão,
Na tristeza do meu coração.
E assim beijo a noite, beijo a madruagada
Que passa lentamente sobre a minha sina
Sorrio para a lua, choro co'as estrelas
Que brilha em meus olhos os olhos de uma menina.
- É a luz que canta bem,
Uma canção para ninguém...
Odilon de Oliveira
(02/12/1995)
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