TUA MORTE
Quando para mim, olhares novamente
Almejo que sintas em teu fúnebre caixão;
Pra mim você morreu, efêmera em meu ventre
Ignota e transparente a vagar na solidão.
Queixumes que lavaram o meu âmago penoso
Da dádiva, meu amor, palpitando ao desdém
fizestes o meu mundo onírico, umbroso
Imune a teus olhos, vivo ubíquo, vivo bem.
Quando o forte vento converter-se em calmaria
Lamúrias de teus lábios, em regozijo ouvirei
E a leda alegria que pairava sobre o dia
Tão pujante, silenciosa, de tua desgraça gozarei.
tua sepultura é uma lânguida ferida
Que arde escarniada em meu pobre coração
Eu quero que me esqueças, eternamente oh!... Querida,
E que sinta-se inumada ingloriamente sem razão.
Se um dia encontrares-me agoniado a sofrer
Não venha consolar-me, pois não irei prescindir.
Mas se um dia na euforia, amenizado por vencer
Venha sublinhar-me, pois minha glória há de vir.
Agora presciente mostrarei o teu futuro
"- Caminharás à desgraça, se agires com outro assim
Sua falta de altruísmo construirá seu esconso muro,
E o vento irá soprá-lo até o pó formar teu fim".
Se um dia leres meu nome em alguma elegia
Saibas que fostes minha maior inspiração
Tua atrocidade dolente me feria,
mortificava minha alma e confrangia o coração.
Com os olhos cheios d'água, as pálpebras palpitam
O semblante e as mãos atadas proclamam por perdão:
"- Usufrui termos vulgares, pujantes que implicam,
A tua semelhança sem caráter e devoção".
Odilon de Oliveira
Quando para mim, olhares novamente
Almejo que sintas em teu fúnebre caixão;
Pra mim você morreu, efêmera em meu ventre
Ignota e transparente a vagar na solidão.
Queixumes que lavaram o meu âmago penoso
Da dádiva, meu amor, palpitando ao desdém
fizestes o meu mundo onírico, umbroso
Imune a teus olhos, vivo ubíquo, vivo bem.
Quando o forte vento converter-se em calmaria
Lamúrias de teus lábios, em regozijo ouvirei
E a leda alegria que pairava sobre o dia
Tão pujante, silenciosa, de tua desgraça gozarei.
tua sepultura é uma lânguida ferida
Que arde escarniada em meu pobre coração
Eu quero que me esqueças, eternamente oh!... Querida,
E que sinta-se inumada ingloriamente sem razão.
Se um dia encontrares-me agoniado a sofrer
Não venha consolar-me, pois não irei prescindir.
Mas se um dia na euforia, amenizado por vencer
Venha sublinhar-me, pois minha glória há de vir.
Agora presciente mostrarei o teu futuro
"- Caminharás à desgraça, se agires com outro assim
Sua falta de altruísmo construirá seu esconso muro,
E o vento irá soprá-lo até o pó formar teu fim".
Se um dia leres meu nome em alguma elegia
Saibas que fostes minha maior inspiração
Tua atrocidade dolente me feria,
mortificava minha alma e confrangia o coração.
Com os olhos cheios d'água, as pálpebras palpitam
O semblante e as mãos atadas proclamam por perdão:
"- Usufrui termos vulgares, pujantes que implicam,
A tua semelhança sem caráter e devoção".
Odilon de Oliveira
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